Vítor Baía. O nome é inolvidável em Portugal, e possui já uma notável reputação a nível internacional. Parece que o quase mítico guardião portista figura já nas nossas mentes desde sempre...
Nome Completo: Vítor Manuel Martins Baía Data de Nascimento: 15 de Outubro de 1969 Naturalidade: São Pedro da Afurada, Vila Nova de Gaia Nacionalidade: Portuguesa Altura: 1,86 m Peso: 80 Kg Estreia na Selecção A: 20 de Dezembro de 1990 (Portugal 1-0 EUA, na Maia) Clubes como profissional: FC Porto (1988-1996); FC Barcelona (1996-1999); FC Porto (1999-?) Internacionalizações: Juvenis: 11; Júniores: 4; Sub-21: 8 Palmarés: 6 vezes campeão português (89/90, 91/92, 92/93, 95/96 e 98/99); 2 Taças de Portugal (90/91, 93/94, 99/00); 5 Supertaças de Portugal (90/91, 91/92, 93/94, 94/95 e 98/99); 1 vez campeão espanhol (97/98); 2 Taças de Espanha (96/97, 97/98); 1 Taça das Taças (96/97) Nasce o menino de Ouro A sua história começa na Afurada, um burgo pitoresco da bela cidade do Porto. Uma família trabalhadora e unida, com uma grande paixão, assemelhando-se a muitas outras famílias da zona: o futebol. Vítor Manuel Martins Baía passa grande parte do seu tempo com uma bola...não nos pés como todos os outros miúdos, mas entre as mãos. Porque ele, não quer jogar à frente, chutando a bola para a baliza...quer defender os remates, brilhar entre os postes. Quer igualar os seus ídolos de então: Fonseca, no FC Porto; Bento, no Benfica; ou Damas, no Sporting. Vítor passa o seu tempo a observá-los na televisão, ou, ainda melhor, rende-se a uma peregrinação sagrada ao Estádio das Antas para os ver em acção, para os admirar "in loco". Ao fim da tarde, na rua ou nos pequenos campos pelados, procura imitá-los. E sonha poder uma vez conseguir seguir os seus passos... O ingresso no FC Porto Baía falha Mundial de 1989 A sua carreira floresce e torna-se um inconfundível ídolo dos adeptos portistas. A segurança que transmite à defesa em aturas difíceis convence todos e dá alento para novas andanças e novos triunfos. Torna-se óbvia a sua presença na convocatória para Riade, onde se realizaria o Mundial de Juniores. Mas uma lesão afasta-o da Arábia Saudita, fazendo-o permanecer em Portugal, e onde cimenta a liderança das redes do FC Porto. Durante os anos que se seguiram, foram inúmeras as defesas incríveis, os momentos de fraqueza sempre superados pela devoção eterna ao clube do coração. Os títulos sucediam-se, e a todos eles Baía encarou com uma seriedade enorme e com uma única convicção: ser sempre o melhor. E conseguiu-o. O início de actividade na Selecção Artur Jorge, na altura seleccionador nacional, começa a convocar Baía para os jogos da selecção A, como suplente de Silvino, o então guardião das redes lusas. Mas Baía, eleito então "Melhor Jogador do Ano 1990" em Portugal, "rouba" o lugar ao então guardião benfiquista e segura um lugar que, até hoje, não perdeu. O primeiro contacto de Vítor Baía com a selecção A deu-se em Agosto de 1990, quando Artur Jorge, seu treinador no FC Porto, o chamou para o particular com a Alemanha Federal, disputado no dia 29. Os primeiros anos no FC Porto
[ Parte do texto adaptado a partir de entrevistas e reportagens sobre o jogador.
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