ß - medicina
Será que os homens também têm saquinhos de água perto dos olhos?
Outro dia estava a conversar com um amigo meu, e enquanto falávamos, saí-me com esta: "Eh pá outro dia saí do raio do filme a chorar como um menino...", ao que ele responde: "Chorar? Um homem não chora!"
Parece ser quase um dogma o conhecimento mundial que os homens, supostamente, seriam desprovidos de quaisquer tipos de sentimentos, nomeadamente a sensibilidade para o choro, seja ele convulsivo, piedoso, alegre ou infeliz. O nossos próprios educadores e progenitores não se cansam de nos avisar, quando por qualquer motivo desatavamos a chorar: "Olha que ficas feio se choras!", ou então: "Chorar é para meninas!".
No entanto, estudos na matéria levam-nos a considerar outras variáveis no sistema, que talvez possam explicar a falta de originalidade nos ditos de alguns indivíduos, quando afirmam orgulhosamente: "Eu? Chorar? Isso é para mulheres!"...
Os homens possuem uma membrana muito pequena e muito fininha (pode ser rompida com um simples ranger de dentes) atrás do pavilhão auditivo do ouvido esquerdo, que lhes inibe as emoções. Essa membrana, descoberta em 1934 pelo famoso fisiologista e estudioso do ouvido humano, o alemão Iüsen Hedenfonen, que lhe deu o nome de "sixoras est bixonus", explica de certa maneira muito do que pensavamos ser apenas orientado segundo o género do invidíduo em questão. Esta membrana não existe na esmagadora maioria das mulheres, sendo um dos verdadeiros motivos dos enormes derramamentos de líquido lacrimal por parte dos elementos do sexo feminino.
Hedenfonen desenvolveu extensos estudos sobre esta secção particular do ouvido, e descobriu um outro facto deveras alarmante, que foi base para uma tese bastante importante, revolucionando o conceito que então se tinha do noso próprio ouvido.
Na tese de Hedenfonen podia-se ler:
"...e o que parece verdadeiramente extraordinário é a quantidade de líquido amontoado nos sacos lacrimais do indivíduo masculino médio, que, a ser libertado, envolveria a abertura das comportas de diversas barragens da região, tal seria a quantidade de água libertada..."
Mais à frente podemos ainda ler:
"...e o que é irrefutável, como decerto V/as Exªs poderão confirmar, qualquer, e digo isto com toda a convicção, QUALQUER homem pode, quando quiser, chorar. Basta que para isso tenha a força de vontade suficiente de não deixar que a humilhação pública desencadeada pelo efeito o atinja..."
Fabuloso. Esta teoria vem provar que, de facto, se os homens quisessem, podiam chorar, a seu bel prazer...que mundo fantástico seria se qualquer pessoa pudesse chorar quando lhe apetecesse...homem ou mulher...
Abanava com muitas convicções puramente portuguesas, mas lá que seria bom...
(Jorge Bertocchini não possui quaisquer conhecimentos médicos, aparte do fundamental sobre Ben-u-ron e Aspirina C. Logicamente a secção que refere nomes de pessoas e/ou de órgãos do corpo humano saíram completamente da cabeça tresloucada do elemento supra-citado)
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