Terça-feira, Dezembro 31, 2002

cinco noites cinco filmes...esta semana de woody allen. ontem finalmente vi o manhattan (1979). fiquei parvo. o filme é lindo, uma história complexa e cheia de pequenos sub-entendidos e toda envolta na atmosfera da cidade predilecta do realizador, particularmente na ilha de Manhattan, juntamente com música de Gershwin como pano de fundo...e é apenas o terceiro filme que vejo deste gajo, que toda a gente diz que é uma coisa verdadeiramente sensacional mas que continuo a achar que temos que ver por nós mesmos, até porque na maior parte das vezes caímos sem querer naquelas malhas dos pseudo-intelectuais que dizem "ai, ele é que é bom porque explora a sexualidade intrínseca de cada pessoa através da mente distorcida e dos complexos pós-freudianos..." e por aí fora. por isso vi o "manhattan murder mystery" com a diane keaton entre outros e adorei. vi o "small time crooks" com ele e com a tracey ullman entre outros e adorei. agora quero ver mais. já tinha comprado um livro dele ("Complete Prose") e vai ser o próximo a ser lido depois de acabar o que estou a ler agora ("Needful Things" - Stephen King). fica uma das frases que me marcou no filme, um exemplo do humor cínico e amargo de um dos mais famosos e controversos cineastas norte-americanos de sempre:

Yale (Michael Murphy) - "We're just people, you know? Human beings! You think you're God!"
Isaac (Woody Allen) - "Well I've got to model myself by someone!"


e para quem se quiser rir um bocadito...ou então perceber um pouco como funciona a mente daquele tipo, vejam esta página:

http://us.imdb.com/Quotes?0079522

Segunda-feira, Dezembro 30, 2002

ah, já agora aproveito para sonhar um cadito...
em Maio gostava de ver uma cena parecida com esta aqui em baixo...se possível com uma inscrição na taça a dizer "Superliga 2002-03"...era bonito, lá isso...;)


Já não escrevo há muito tempo. E recomeçar às 3:49 da matina de um Domingo (ou melhor, de uma Segunda-Feira) é no mínimo fora do comum. Mas que fazer, há momentos que só vividos para serem correctamente explicados.

Andei umas semanas à rasca com trabalhos na faculdade. SInf (Sistemas de Informação) e EG (Economia e Gestão) ocuparam-me a grande parte do meu tempo nestes úlitmos dias do mês de Dezembro e nem tive tempo para pensar em quase nada extra-trabalho. Interessante para lá do trabalho que era exigido foi a minha total disponibilidade para o executar, o que em alguns anos teria sido bastante complicado de arranjar...mas estou com vontade de acabar esta bosta e por isso dá jeito trabalhar mais.

Quando digo "mais" leia-se passar a noite a trabalhar na FEUP, numa experiência que decerto vou repetir para o próximo ano, mas que dá uma certa bagagem em termos de estofo de trabalho. Para mim, então, foi uma coisa única, porque nunca pensei que houvesse tanta gente na faculdade a noite toda a trabalhar. Sempre põe algumas coisas em perspectiva...

O trabalho acabou depois de um dia inteiro à espera de apresentar o trabalho. A nossa apresentação (eu fiz grupo com o Filipe Sá) estava marcada para as 14:00 e conseguimos um time-slot às 18:00 porque eu tive de chatear o prof com o simples motivo de não ter autocarro para lá das 7 da tarde, o que para quem conheça o 68 sabe que é absolutamente verdadeiro. Vá lá apresentamos aquilo bem arranjadinho (base de dados do campeonato europeu de futebol que até ficou queridinha) e despachamo-nos para a grande estreia do detentor da bijuteria mais famosa do mundo...ou seja, Lord of the Rings, desta feita o segundo filme, "The Two Towers". Nem começo a ter palavras para descrever o filme...mas começa a surgir alguma coisa no horizonte...

O filme é genial e muito diferente do primeiro, não só pela enorme diferença na história narrada, mas especialmente, e em termos de efeitos visuais, pela radical mudança no método de apresentar o filme. Enquanto que o primeiro era um filme bastante mais floral, que apostava muito em cenários campestres e com uma cor muito vincada, servindo basicamente para a apresentação dos personagens, este é centrado na acção, com batalhas (muitas e boas), efeitos especiais ainda mais fenomenais (o Gollum e todas as cenas da batalha do Helm's Deep entre o exército do Saruman e os cavaleiros de Rohan são simplesmente "breathtaking"), cores mais esbatidas, com um ambiente de terreno de combate parecido com o início do Gladiator (as cenas passadas na Germania durante a batalha, com a lama e o cinzento a dominarem o ambiente). Na minha classificação ficaram ambos os filmes com a mesma classificação (18.4/20) mas por motivos diferentes. Escusado será dizer que saí da sala ao fim de quase 3 horas e meia de filme a pensar: "oh...queria mais...". Sempre engraçada é a loucura à volta destes filmes. A fila de espera formou-se mais de uma hora antes do início do filme (marcado para as 22:15 na sala 16 do AMC), e lá dentro havia uma atmosfera tipicamente geek...é verdade, devo admiti-lo...até havia gajos cá fora a jogar cartas tipo "Magic" mas em vez de "Magic" era "Anillos" ou qualquer coisa do género...é uma taradice...;)

Filmes por filmes acabei de ver um que me surpreendeu. Pleasantville, um filme que eu queria ter visto no cinema mas que esteve uma semana e saiu logo, não me dando sequer tempo para contemplar vê-lo durante mais de uma semana, infelizmente. É um grande filme e manteve-me acordado até estas horas portanto já podem ver a qualidade do dito. Uma alegoria à história americana dos últimos 50 anos, com uma história muito gira e fora do comum (vejam esta página se vos apetecer saber mais um bocadito sobre o filme), muito bem representada (Tobey Maguire, Reese Witherspoon, William H.Macy, Joan Allen, Jeff Daniels, J.T.Walsh, entre outros), e com aquela qualidade escondida que nos faz gostar do filme...assim como outros..."Chocolat", "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain", "As Good as it Gets" ou "Magnolia". Há filmes que mesmo sem conseguirmos explicar...ficamos a gostar deles...há uma doçura, uma beleza transparente, um sentimento que passa do écran para o espectador (neste caso eu, e convenhamos que nestes assuntos a opinião pessoal é a que verdadeiramente interessa) e que nos fascina. Será que sou demasiadamente sensível a estas coisas? Não sei, se calhar é de mim...

E é a ver/ouvir o stand-up do grande Jerry Seinfeld que escrevo isto, depois de um dia de anos cheio de pequenas surpresas e de muitos sorrisos não-forçados. Foi talvez dos melhores dias de aniversário que passei desde há algum tempo. Isto depois de no sábado o pessoal do Abdel FC (o nome do nosso "clube" da futebolada de Sábado de manhã) nos ter surpreendido (a mim e ao Furas) com um bolo de aniversário. Fico sempre sem saber o que dizer nestas alturas, primeiro porque não estava nada à espera, até porque eles não são muito destas coisas, mas fiquei completamente sem palavras. Sinceramente. Anyway, a Cátia deu-me uns calções do FCP para jogar aos Sàbados (mais uma camisola de treino da Nike que me fica muito bem) e tou todo contente!

Para terminar, o Natal. Correu muito bem, descansadinho e com saúde. Não comi demais e estou a ficar com menos barriga. É triste porque a dieta equivale a comprar roupa nova porque as calças já me estão a ficar demasiado largas...ontem e hoje tive de andar a puxar a barriga para FORA (!!!) para o cinto, que já está no último furo, apertar direito. Há sempre desvantagens com qualquer monte de vantagens. É triste.

Acho que actualizei isto decentemente. Se faltar alguma coisa eu depois escrevo. Pronto.

Quarta-feira, Dezembro 11, 2002

por favor sigam o meu raciocínio, ok? há alguns sítios neste mundo civilizado que todos conhecemos como "parques de estacionamento". parece-me medianamente comum, até no médio oriente com as explosões e a areia. nestes "parques de estacionamento", há uma lógica muito simples que se implementou aqui há uns anitos, e que segue algumas simplíssimas normas, uma das quais é a seguinte: há umas linhas pintadas no chão, habitualmente brancas, que delimitam o lugar reservado a cada utente. estas linhas, tradicionalmente três segmentos de recta perpendiculares uns aos outros e que se intersectam nas extremidades, formando um U recto, servem para o automobilista colocar o seu veículo no espaço por elas delineado, por forma a melhor agrupar e organizar o tráfego existente.

or so i thought...

hoje de manhã chego à FEUP, 7:21 da manhã (hora do carro), e estaciono como de costume no pouco densamente povoado parque P3, reservado a alunos. qual não é o meu espanto quando reparo, à saída do meu veículo, que acabava de chegar um carro branco (pareceu-me um Corsa, mas a estas horas não consigo distinguir um coelho de uma lata de 7-Up), que procede a estacionar delicadamente o seu veículo...na berma, ainda dentro da faixa de entrada para o parque. reparem, a entrada faz-se através de uma pequena rampa com 2 cancelas e slot para cartãozinho de identificação. passa-se o cartão na ranhura (...), a cancela levanta, e seguimos viagem. simples. o parque tem as linhas pintadas no chão em intervalos mais ou menos constantes. parece-me muito simples. as pessoas normais estacionam o carro entre essas linhas. mais simples. então alguém é capaz de me explicar porque raio é que o animal (sim, era um gajo), estacionou o carro mesmo ali, onde todos vão passar e muito provavelmente desviar para não lhe bater, invariavelmente causando transtorno à restante comunidade? é por estes motivos que o ser humano (particularmente o luso) não vai evoluir nunca. é com estas ausências de comportamento racional que os povos do resto do mundo civilizado (de destacar nórdicos e japoneses) são e sempre serão superiores a nós "as a whole"...é triste, mesmo triste...

on a more cheerful note, fica a letra de uma das minhas músicas preferidas de Natal e que actualmente toca no meu telemóvel, devido às festividades:

Frosty the Snowman
Was a jolly happy soul
With a corncob pipe and a button nose
And two eyes made out of coal

Frosty the Snowman
Is a fairytale they say
He was made of snow
But the children know
How he came to life one day

There must have been some magic
In that old silk hat they found
For when they placed it on his head
He began to dance around

Frosty the Snowman
Was alive as he could be
And the children say
He could laugh and play
Just the same as you and me

Frosty the Snowman
Knew the sun was hot that day
So he said let's run
And we'll have some fun
Now before I melt away

Down to the village
With a broomstick in his hand
Running here and there all around the square
Saying catch me if you can

He led them down the streets of town
Right to the traffic cop
And he only paused a moment when
He heard him holler stop

Frosty the Snowman
Had to hurry on his way
But he waved goodbye
Saying don't you cry
I'll be back again some day

Thumpety thump thump
Thumpety thump thump
Look at Frosty go
Thumpety thump thump
Thumpety thump thump
Over the hills of snow

Quarta-feira, Dezembro 04, 2002

duas pequenas notas porque ainda não escrevi este mês:

- joão vale e azevedo lança um livro que vai por o país todo a falar, e parece-me que ainda vai sobrar para nós. ora não é que o coitadinho do homem fala de tooooooooda a corrupção e compra de árbitros no futebol português, no "sistema" e nos "sistemáticos", em todos os podres que estão a impregnar o nosso futebolzinho de malefícios. aparentemente esqueceu-se de falar de si próprio...

- como é que a FEUP pode limpar a imagem de ser uma faculdade de cromos quando há gente desta?! está aqui um gajo à minha frente que parece que acabou de sair das minas de s.pedro da cova, tal é a maneira de falar e o aspecto de bronco que aparenta. num há direito! devia haver castings para esta canalhada...