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Rui Vieira (1)
Nuno Vieira (2) João Paulo (3) Bruno Emanuel (4) Ivo Adrião (5) Jorge Bertocchini (6) Gabriel Alves (7) |
E no início...Deus criou os morangos... É uma história como muitas outras...e daí talvez não... Os seus elementos são seres mortais como muitos outros...e daí talvez não... Então comecemos pelo verdadeiro início...pelo Génesis da criação da Ordem. Foi numa fantástica iniciativa por parte do nosso elemento número 1, Rui Vieira, que apareceu perto de outros 5 elementos, o seu criativo irmão, Nuno, o pseudo-aveirense Bruno, o futuro psicólogo Ivo, o inesquecível e dançante João Paulo e o eclético e imaginativo Jorge. Rui Vieira lembra-se e anuncia: "Estamos a pensar em encontrarmo-nos todos em minha casa para uma noite de deboche, carregada de prostitutas de classe e vinho italiano feito a martelo...que dizem?". Cof cof...talvez não tenha sido bem desta forma que foi anunciada a I Magna Reunião da Ordem do Moranguito...vamos lá aos factos...o verdadeiro anúncio foi: "Oh pá, que tal se a gente se juntasse aí para minha casa, comíamos umas pizzas e víamos o Seinfeld, tudo acompanhado de umas cartadas?". A resposta não se fez esperar..."Bora lá", "Ya, curti", "Excelente...mas...pizzas de atum?" (o último comentário foi proferido bastante tempo depois do início das reuniões, mas achei pertinente, quanto mais não seja para cativar a atenção do leitor...). O grupo primário estava reunido. O encontro realizou-se na "Maison Vieira", com algumas actividades que iriam fazer a sua marca indelével na vida de todo e qualquer um destes intervenientes. Quais eram as condições socio-económico-políticas da época? Situemo-nos. Eram tempos de incompostura social, com grandes conflitos do ponto de vista laboral, "entifadas" nas ruas, greves nas maiores cidades, gajos a roubar velhotas à saída de caixas multibanco, putos ciganos ranhosos a chorar nas bermas das largas avenidas, o FC Porto campeão e o Boavista claramente a segunda melhor equipa nacional...digamos que o Mundo sorria para nós... Havia uma grande procura por jogos de sorte e azar, nomeadamente envolvendo cartas de jogar. Sempre estavam envoltos em grande mistério os habitualmente 52 elementos de fortuna ou miséria, lidados obviamente com cuidados redobrados, ou não fossem eles revoltar-se contra o seu mestre e senhor. As apostas sucediam-se, hipotecas eram trocadas, artigos de valor eram postos em jogo, tudo por amor à Deusa Cartitis, lady omnipresente em jogatanas de...cartas...(Posto em miúdos, o pessoal andava numa de suecadas à italiana) Deste modo, o jogo de cartas tornou-se uma presença constante e sempre muito apreciada pelos elementos do grupo. De certeza que não falta nada aí?...E então os nossos 4 amigos??? Ora cá chega um dos pontos essenciais, presente em quase todas as reuniões. Para o leitor mais culto (e até quiçá para o menos culto), há uma série televisiva que tornou a vida de qualquer gajo sisudo e introvertido numa escalada de gargalhadas convulsivas e incontroláveis espamos musculares. Esta série tem o nome de um dos elementos participativos, ao todo 4, que passamos a enumerar: Cosmo Kramer, George Costanza, Elaine Benes e Jerry Seinfeld. A série, se ainda não chegou lá, chama-se Seinfeld. E quem não tenha visto até agora, vai sempre a tempo... Os momentos de humor sucediam-se e foram-se tornando como que um modelo da Ordem, com o riso a imperar, decalcado das faces dos membros. Tornou-se um símbolo, um emblema. Nós nos prostramos em vossa frente, oh Jerry, George, Kramer e Elaine, Imperadores do riso! Já percebi...blá blá blá...siga para morango! Foi desta maneira que nos unimos, e com o espírito sempre pronto para novas iniciativas e novos horizontes a serem quebrados, novas barreiras transpostas... |
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